Se você castiga meu crime com cem anos de solidão eu me
sinto idiota e não na idade da razão, você elogia minha loucura e eu jogador da
insustentável leveza do ser, tiro meu retrato tal Dorian Gray que no seu ensaio
sobre a cegueira, só percebe lucidez de quem cata as conchas com desassossego.
Viajo com Theo para o mundo de Sofia e no dia do coringa me sinto um pequeno príncipe.
Na verdade era uma menina que roubava livros, o vermelho e o negro. Procurei o
nome da rosa no morro dos ventos uivantes quando Nietzche chorou. Moral da
história: todo mundo é bom e meu Capote sumiu.
domingo, 20 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
auto retrato
me pego pensando na vida em quase 24 horas do meu dia e ainda assim não sei por onde começar. temos atituldes pré-moldadas. tem que fazer isso, tem que fazer aquilo. mas por que ou pra que? vivemos baseados na velhice e nos fodemos na mocidade, quando a gente chega lá tá cansado, tá de saco cheio e é tudo uma merda. feliz ainda dos que conseguem ter alguém consigo. acho que realmente deviamos fazer o que nos desse na telha sem se preocupar com tanto diabo de regra. que nada!! se todo mundo age assim comigo, eu deveria fazer o memso. mas ai fico cheia de preocupação e consideração. nem meu irmão tá nem ai. e olhe que tenho orgulho dele, ainda que ele esteja nem aí. também não mereço que ninguém se orgulhe de mim, não faço nada demais, nem penso nada demais. sou uma louca desnorteada questionadora de tudo e ainda assim não faço nada. tô cansando. foda-se! por que alguem haveria de querer escutar meus problemas? (que não são nada dentre as mazelas do mundo). escrevo porque gosto do braço pesando, das letras trêmulas, do contato da tinta com a folha, dos erros frequentes. não sou poeta, nem poetiza, isso deixo a quem precisa. sou atormentada, dessassosegada (ah, que porra de tanto "s", nem sei onde botar, onde falta, onde sobra??
você me decifra, voce me entende? quem é você? moldado na mais fria porcelana, alvo como neve que cega e embaça a visão, com esses olhos de antiguidade, tão conhecedor, cheio de misterios e segredos. você tem rugas no rosto, nas mãos, as tem no seu coração. tem rasgos, medos guardados. liberte-se! você sou eu. pele, osso, recheio. dissonância que ressoa. eu tão eu e ao mesmo tempo nada. a que estou destinada? me ajude, dê-me as respostas tão ansiadas. esteja comigo, esteja presente. senão de corpo, esteja em alma. me adore, me venere, me espere, grude na minha pele. acho que fiquei vazia de tanto tentar preencher os outros. sinto falta. queria ser mais, saber mais, correr atrás. lhe satisfaz?
você me decifra, voce me entende? quem é você? moldado na mais fria porcelana, alvo como neve que cega e embaça a visão, com esses olhos de antiguidade, tão conhecedor, cheio de misterios e segredos. você tem rugas no rosto, nas mãos, as tem no seu coração. tem rasgos, medos guardados. liberte-se! você sou eu. pele, osso, recheio. dissonância que ressoa. eu tão eu e ao mesmo tempo nada. a que estou destinada? me ajude, dê-me as respostas tão ansiadas. esteja comigo, esteja presente. senão de corpo, esteja em alma. me adore, me venere, me espere, grude na minha pele. acho que fiquei vazia de tanto tentar preencher os outros. sinto falta. queria ser mais, saber mais, correr atrás. lhe satisfaz?
podia passar horas escrevendo, a caneta a deslizar. mas isso não tranquiliza meu coração inquieto. na verdade nem enxergo o que estou a escrever. são só hieroglifos perdidos em linhas soltas de minha alma atormentada e indecifrada. não estou nada bem. essa é a hora em que tudo volta e eu, eu tenho medo.
Janela da Alma
Não tenho orgulho ferido
Nem pra isso ligo
Só tenho pensamentos
Que me assustam
Mais que inimigos
Me aterrorizam
Mais que fantasmas
Porque talvez eles
Sejam meu inferno
Particular
Não posso fugir
Nem sequer gritar
Estão em minha mente
por toda parte,
em qualquer lugar.
E quanto mais eu
tento me esconder
Mais eles insistem em aparecer.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Little Brother
O mundo dá voltas que só você sabe, não escolha errado amigo. no fim de tudo o que importa é amizade.
Já acreditei e desacreditei em Deus, arcanjos, buda, orixás. Testei minha fé em todo lugar. Mas só aqui permaneço, não sei se vou mudar. Agora consigo acreditar, num sentimento maior que tudo. Uma força que rege o mundo. Eu sei, eu sei que não irás me abandonar. Também não vou te deixar. Estarei perto mesmo que longe, de certo lá irei estar. Plantada em algum lugar, nas letras que te escrevo, nas que não escrevi, nas palavras que eu disse e em tudo que eu fiz. Serei leal e fiel, amiga e companheira em todos os momentos. Nas alegrias e nos tormentos, é lá que vou estar. Jamais te abandonar, podes confiar. Confia em mim, amigo. Te acompanhar, te amparar, mesmo que não queiras. Você é meu irmão, um elo em minha alma, és tão especial. Não vou te cobrar, apenas esperar, um dia, um ano, uma vida e por toda a vida. Creia em mim, meu pequeno.
Já acreditei e desacreditei em Deus, arcanjos, buda, orixás. Testei minha fé em todo lugar. Mas só aqui permaneço, não sei se vou mudar. Agora consigo acreditar, num sentimento maior que tudo. Uma força que rege o mundo. Eu sei, eu sei que não irás me abandonar. Também não vou te deixar. Estarei perto mesmo que longe, de certo lá irei estar. Plantada em algum lugar, nas letras que te escrevo, nas que não escrevi, nas palavras que eu disse e em tudo que eu fiz. Serei leal e fiel, amiga e companheira em todos os momentos. Nas alegrias e nos tormentos, é lá que vou estar. Jamais te abandonar, podes confiar. Confia em mim, amigo. Te acompanhar, te amparar, mesmo que não queiras. Você é meu irmão, um elo em minha alma, és tão especial. Não vou te cobrar, apenas esperar, um dia, um ano, uma vida e por toda a vida. Creia em mim, meu pequeno.
pó
Me sinto só
Se você se vai
eu me sinto
assustada
andando por estradas
sempre inabitadas
pois é assim que sou
só, quse uma felina
independente e imprudente
brincando com a vida
curando as feridas
mas sempre sozinha
deveras só.
não impora se você fica
já não me serve sua malicia
eu ja acostumei
chorei, gozei e coisas que nem mesmo sei
continuo só
só que hoje, já não choro
virei poeira
virei pó
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