quinta-feira, 17 de novembro de 2011

auto retrato

me pego pensando na vida em quase 24 horas do meu dia e ainda assim não sei por onde começar. temos atituldes pré-moldadas. tem que fazer isso, tem que fazer aquilo. mas por que ou pra que? vivemos baseados na velhice e nos fodemos na mocidade, quando a gente chega lá tá cansado, tá de saco cheio e é tudo uma merda. feliz ainda dos que conseguem ter alguém consigo. acho que realmente deviamos fazer o que nos desse na telha sem se preocupar com tanto diabo de regra. que nada!! se todo mundo age assim comigo, eu deveria fazer o memso. mas ai fico cheia de preocupação e consideração. nem meu irmão tá nem ai. e olhe que tenho orgulho dele, ainda que ele esteja nem aí. também não mereço que ninguém se orgulhe de mim, não faço nada demais, nem penso nada demais. sou uma louca desnorteada questionadora de tudo e ainda assim não faço nada. tô cansando. foda-se! por que alguem haveria de querer escutar meus problemas? (que não são nada dentre as mazelas do mundo). escrevo porque gosto do braço pesando, das letras trêmulas, do contato da tinta com a folha, dos erros frequentes. não sou poeta, nem poetiza, isso deixo a quem precisa. sou atormentada, dessassosegada (ah, que porra de tanto "s", nem sei onde botar, onde falta, onde sobra??
você me decifra, voce me entende? quem é você? moldado na mais fria porcelana, alvo como neve que cega e embaça a visão, com esses olhos de antiguidade, tão conhecedor, cheio de misterios e segredos. você tem rugas no rosto, nas mãos, as tem no seu coração. tem rasgos, medos guardados. liberte-se! você sou eu. pele, osso, recheio. dissonância que ressoa. eu tão eu e ao mesmo tempo nada. a que estou destinada? me ajude, dê-me as respostas tão ansiadas. esteja comigo, esteja presente. senão de corpo, esteja em alma. me adore, me venere, me espere, grude na minha pele. acho que fiquei vazia de tanto tentar preencher os outros. sinto falta. queria ser mais, saber mais, correr atrás. lhe satisfaz?

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