Se você castiga meu crime com cem anos de solidão eu me
sinto idiota e não na idade da razão, você elogia minha loucura e eu jogador da
insustentável leveza do ser, tiro meu retrato tal Dorian Gray que no seu ensaio
sobre a cegueira, só percebe lucidez de quem cata as conchas com desassossego.
Viajo com Theo para o mundo de Sofia e no dia do coringa me sinto um pequeno príncipe.
Na verdade era uma menina que roubava livros, o vermelho e o negro. Procurei o
nome da rosa no morro dos ventos uivantes quando Nietzche chorou. Moral da
história: todo mundo é bom e meu Capote sumiu.

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