sábado, 17 de setembro de 2011

O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.
 Fernando Pessoa

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Don´t leave me


Não me deixe assim

Não me prive de sua voz

De suas palavras

De seus afagos

Eu morreria

Não seja cruel

Deixe eu crer em algo

Em alguém

Em você

Seja um

dentre tanto pluralismo

Seja o singular

Faça a diferença

Preciso de você

Mesmo que de longe

Hoje me senti atada

E a saudade

Ah essa sim,

Ateou-me

Infinitamente.

Porque circunstancias

Não são pra mim

Quando amo

Amo sempre

Amo aqui

Amo além

iris

exit music

Os meus versos




Leste os meus versos? Leste? E adivinhaste

O encanto supremo que os ditou?
Acaso, quando os leste, imaginaste
Que era o teu esse olhar que os inspirou?

Adivinhaste? Eu não posso acreditar
Que adivinhasses, vês? E até, sorrindo.
Tu disseste para ti: “Por um olhar
Somente, embora fosse assim tão lindo,

Ficar amando um homem!… Que loucura!”
- Pois foi o teu olhar; a noite escura,
- (Eu só a ti digo, e muito a medo…)

Que inspirou esses versos! Teu olhar
Que eu trago dentro d’alma a soluçar!
………………………………………………….
Aí não descubras nunca o meu segredo!

FLORBELA ESPANCA

terça-feira, 13 de setembro de 2011


E de repente me faço presente

Com um alegria efêmera

Queria que perdurasse

Que adentrasse

Me acalentando

Nos piores momentos

Esse seu cheiro impregnado em mim

Me deixa feliz

Arrebatando-me desse mutismo

Individualismo

Ao qual me acostumei

Ser sua um dia

Ou dois

Não faz diferença

Sou sua pra sempre

Porque sempre é

Muito

Pouco pra nós